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SOU ASSISTENTE SOCIAL, E ESPECIALISTA EM GESTÃO PÚBLICA EM ASSISTÊNCIA SOCIAL. TRABALHO COMO PERITA SOCIAL NA JUSTIÇA FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO. 
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By Ferramentas Blog

15 de set de 2009

ANÁLISE/DESCRIÇÃO DA ELABORAÇÃO DO ESTUDO SOCIAL

Elisabeth Francisca da Costa e outros - estagiária do Centro de Apoio Psicossocial do TJPE -
in R TCC Representações Sociais e Guarda Paterna



O Estudo Social refere-se ao estudo in loco que consiste em coletar dados, a partir de um instrumental específico e definido pelo Assistente Social, para cada caso particular, e interpretar estes dados a partir de um referencial teórico, elaborando assim um posicionamento profissional sobre a situação. Dentro de uma visão de globalidade, visto ser a interpretação da situação, ele é construída através da realização de estudo dos documentos contidos nos autos do processo, entrevistas, visita domiciliar e, quando necessário, coleta de informes na comunidade na qual reside a parte autora ou réu.
Segundo Regina Célia Tamaso Miotto:
“O estudo social é o instrumento utilizado para conhecer e analisar a situação, vivida por determinados sujeitos ou grupo de sujeitos sociais, sobre a qual fomos chamados a opinar” (MIOTO, 2001).



A visita domiciliar, como instrumental de busca de materialidade das relações sociais, assim como a coleta de informes na comunidade consiste na coleta de dados observados no próprio local de vida da família e propicia uma observação dinâmica do indivíduo na relação com seu meio social: padrões culturais (usos e costumes) e atendimento da necessidade básica de abrigo e segurança. Deverá seguir procedimentos científicos próprios, para facilitar a sua confecção e, após, a emissão de um parecer justo e centrado.
Não existe “receita” ou “modelo” metodológico sobre o estudo social, nem precisa apontar quais são todos os dados que esse estudo precisa revelar sobre as pessoas envolvidas nas ações, mas sim, pensar que é necessário uma atitude profissional que implique na busca de se conhecer de forma mais ampla e ter maior interação com o real que se apresenta no cotidiano da prática. Esse movimento poderá dar indicações sobre a forma e o conteúdo dos estudos e de seu registro.
Contemporaneamente, o estudo social apresenta-se como suporte fundamental para a aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente. Não deve ser elaborado com base em questões preestabelecidas, por exemplo, em roteiro ou formulário, mas sim em diretrizes que permitam levar em conta as semelhanças e diferenças de cada situação. É composto por um conjunto de informações sobre os sujeitos e os acontecimentos nos quais estão envolvidos, acontecimentos que culminam, na situação pesquisada, com ações que se processam no âmbito da Justiça.
O Assistente Social, nessa área de intervenção, trabalha com técnicas de história de vida. Uma história que contemple a origem dos sujeitos, sua trajetória e suas condições no presente, destacando-se seu processo de socialização, o âmbito de suas relações familiares (vínculos com o núcleo original ou a família extensa, existência de laços a serem resgatados, relacionamento com a criança/adolescente envolvida na ação), relações de vizinhança, inserção em grupos sociais, formação educacional e profissional, inserção nas relações de trabalho (formal e informal), nível de renda, meio ambiente, situação de moradia, situação de saúde, vínculo com seguridade social, dependência e inserção (ou não) na rede de atendimento social, o que desencadeou a situação vivida (objeto da ação judicial), como vê ou qual o significado que atribui a esta questão, como a vivência, suas pretensões, interesses e condições para lidar com ela, quais seus sonhos, desejos, ou projetos de vida. Enfim, uma história que explore a complexidade da vida dos sujeitos, tendo claro que muitas vezes é com base nessas informações que a decisão judicial é tomada.
Pizzol (2003) ressalta que “o estudo social é totalmente adequado para demonstrar toda situação que demande acompanhamento e cujas informações sejam importantes em qualquer tipo de processo”. Também se considera que:
“Este tipo trabalho realizado em processos judiciais, funciona como documento a ser apreciado pelas partes, pelo promotor de justiça e, principalmente, pela autoridade judiciária” (PIZZOL, 2003).



É importante lembrar que o estudo/intervenção profissional do Assistente Social não se apresenta como suficiente para o conhecimento global dos sujeitos. É preciso não ignorar a ausência do Estado na proposta e na implementação de políticas e programas sociais o que, geralmente, dificulta, sobrecarrega e limita o cotidiano de trabalho nessas áreas.


6 comentários:

Hermilaine disse...

Oi querida,gostei muito de seu blog,tenho interesse em estudar serviço Social e vou vir aqui sempre pra pesquisar.Abração pra você.
Tô seguindo!

KARLA FREITAS disse...

OBRIGADA MEU ANJO. SEJA BEM VINDA!!!

Isabel disse...

Olá karla. Parabéns pela bela atitude de criação deste blog, principalmente advinda de você, uma estudante de Serviço Social, cheia de novidades para nós já formadas. Com certeza seguirei e indicarei para demais colegas. Abraços

KARLA FREITAS disse...

obrigada isabel. quero compartilhar uma alegria com você, colei grau dia 20/08/2010...bjkas

valdete disse...

Oi Karla, Boa tarde !
Gostaria de saber se você tem algum modelo de estudo Social referente a Curatela de benefício.

valdete disse...

Oi Karla,
Gostaria de saber se você tem algum modelo de relatório Social, referente a curatela.

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